sexta-feira, 11 de junho de 2010


Sujo minhas unhas

Enquanto cavo

Enquanto busco

Por debaixo da terra

Raízes daquele amor

Que fiz questão de enterrar


Às vezes gosto de ver-me

Do chão


9 deLírios:

Nomundodalua disse...

que forte, mary!
nossa..imaginei toda a cena agora..
as mãos sujas de terra, oolhar de indagação, se perguntando: cadê?

muito bom, srita! :*

Í.ta** disse...

ma
ra
vi
lho
so

tania disse...

Amei, Marina. Por isso que nunca deixo de fazer um pouso por aqui. Beijo

Alex Pinheiro disse...

Morbidamente belo, como devem ser os poemas da véspera do dia dos namorados pra mim, hahaha

Belíssima morena que acaba por lá no InventO vez ou outra; obrigado!

Mesmo que meus dias fiquem curtos demais,,, arrumo brecha pra ler a blogosfera que me transformou culturalmente -.0

Bjs e arrependidas invenções!

tiago disse...

...

gosto de ver-me
terra

primavera verão
flores

ver-me flores
vermelho

verão terra

gosto de vermelho
primavera

***

somos nós que complicamos.
quando esquecemos da perfeição.

Paullo Phirmo disse...

Consigo te ver de todos os lados.

À partir

da Terra,
Fogo,
Àgua e
Ar.

--
;-)

oquemeinferniza disse...

Nossa muito forte mesmo a visualização disso.
Adorei o poema

J.F. de Souza disse...

o tesouro escondido
----------------------
pensei
que, no lugar onde te enterrei,
nasceria um lindo ipê
florido...

J.F. de Souza disse...

Saudade de vc, menina Ma! =)

=*